
Uma mulher de identidade preservada procurou a Polícia Militar na noite deste sábado (16) após ser vítima de uma série de agressões físicas, verbais e psicológicas cometidas pelo seu companheiro. O caso de violência doméstica ocorreu por volta das 19h, na Rua das Garças, localizada no bairro Jardim das Palmeiras.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada via 190. Ao chegarem no local, a vítima relatou que o desentendimento começou por um motivo fútil: a compra de um aparelho celular novo por parte dela, situação que desagradou o suspeito.
Durante a discussão, o homem partiu para a violência física, desferindo socos e pontapés contra a companheira, além de proferir ofensas e palavras de baixo calão. Apesar do relato das agressões, a PM informou que a vítima não apresentava lesões aparentes no momento do atendimento.
Após o ataque, o suspeito pegou a filha do casal, uma criança de apenas três anos, e fugiu do local em uma motocicleta, tomando rumo ignorado. Os policiais militares iniciaram buscas imediatas pelas imediações e em diversos pontos do bairro, mas não conseguiram localizar o agressor.
A criança, no entanto, foi encontrada pouco tempo depois. Durante diligências na residência dos pais do suspeito, localizada na Avenida Minas Gerais, os militares localizaram a menina em segurança. Os familiares confirmaram que o homem havia deixado a filha lá, mas já tinha fugido novamente.
Aos policiais, a mulher revelou que o histórico de violência doméstica não é recente. Ela já havia sido agredida pelo companheiro em ocasiões anteriores, o que chegou a provocar a separação do casal. Contudo, eles haviam reatado o relacionamento há algum tempo.
A vítima relatou ainda o medo de que o pior aconteça: antes de fugir, o homem a ameaçou de morte explicitamente, afirmando que retornaria à residência para tirar sua vida.
Diante dos fatos, a mulher foi conduzida pelos policiais para o registro formal da ocorrência e apresentada à Polícia Judiciária Civil, que dará andamento às investigações. Conforme a Polícia Militar, a vítima manifestou o desejo imediato de solicitar uma medida protetiva de urgência contra o agressor, conforme previsto pela Lei Maria da Penha.
O suspeito segue sendo procurado pelas autoridades.