

Na manhã desta terça-feira (24), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Praero, focada no combate ao comércio ilegal de pescado na capital. A ofensiva, realizada na tradicional "Feira do Praerinho", localizada na Avenida Beira Rio, resultou na apreensão de 487,3 quilos de peixes de diversas espécies que estavam sendo comercializados em total desacordo com a legislação ambiental e sanitária.
A operação foi liderada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e contou com um forte aparato de apoio, incluindo a Polícia Militar, Polícia Penal, Vigilância Sanitária Municipal, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Juizado Volante Ambiental (Juvam).
Durante a fiscalização, três comerciantes foram presos em flagrante. Eles responderão por crimes ambientais relacionados ao armazenamento e comercialização de pescado proibido por lei, exemplares fora da medida permitida e ausência de notas fiscais que comprovem a origem do produto.
Entre as espécies apreendidas estavam: Pacu, Pintado, Jaú, Tambaqui
Além dos crimes ambientais, as equipes de vigilância identificaram graves problemas sanitários, como condições insalubres de manipulação e descumprimento de normas técnicas, o que coloca em risco a segurança alimentar da população cuiabana.
A Operação Praero é o desdobramento de um trabalho investigativo iniciado ainda em 2024. Desde então, a região do Praeirinho tem sido monitorada após denúncias de irregularidades estruturais e comércio clandestino.
Em dezembro de 2025, a fiscalização já havia interditado uma peixaria na mesma área, apreendendo cerca de três toneladas de pescado. A persistência das práticas ilícitas levou à nova etapa da operação nesta semana.
Para a delegada titular da Dema, Liliane Murata, as ações integradas são fundamentais para coibir a pesca predatória e garantir que o consumidor final não seja prejudicado.
"O principal objetivo dessas operações é reprimir as práticas criminosas que ultrapassam os limites estabelecidos por lei, causando prejuízos e dano ao meio ambiente, que é um bem fundamental à existência humana", destacou a delegada.
As autoridades reforçam que as fiscalizações continuarão de forma intensiva para proteger a fauna ictiológica de Mato Grosso e assegurar que apenas produtos com procedência garantida cheguem à mesa do cidadão.